Tempestivas Guaramiranga
TEMPESTIVAS A raia, o prazo e a tempestade Cecília Souza Sem título, 2025 Acrílica sobre tela 20 X 30 cm Há lugares onde o tempo não passa: ele se dobra, desdobra. Guaramiranga é um desses pontos de inflexão — onde a serra respira em ciclos próprios, onde a neblina chega sem aviso, onde a umidade altera superfícies, onde o clima é sempre uma negociação. É nesse território de instabilidades que surge Tempestivas, uma mostra que entende os tempos. A linha, a raia, a tensão são entendidas em sua complexidade de versão, inversão e circularidade. Dan Pelegrin Senhora Tempestade, 2024 Óleo sobre tela 80 X 60 cm O termo “tempestivas” carrega a urgência dos prazos, os gestos feitos porque precisam ser feitos. Mas, ao mesmo tempo, convoca a tempestuosidade: aquilo que vem da raiz, se forma no ar, que se condensa e desaba em maior amplitude. A exposição se faz dessas observações e vivências — o que se precipita, o que se adianta, o que circula, o que se acumula em gestos e se desdobra em amplitu...